Shavuot: Piadinha


Em shavuot comemoramos a entrega da Torá ao povo judeu, e por esse motivo o povo judeu é chamado, na Bíblia, de "Povo escolhido" ou mais corretamente "O povo que escolheu".
Certa vez um homem perguntou a um Rabino: Rabino, por que a Bíblia diz que o povo judeu é o povo escolhido? E por que apenas esse povo foi quem recebeu as 2 tábuas dos 10 mandamentos.
O Rabino prontamente respondeu: Filho, naverdade toda a humanidade teve chance de receber as duas tábuas, mas apenas o povo judeu tomou para si essas duas tábuas. Quando Deus fez as duas tábuas ele mandou os seus anjos saírem por todo o mundo oferecendo às nações, e todas disseram NÃO, chegaram no Brasil, mais especificamente em Brasília, e perguntaram, vocês querem para vocês? Os deputados, prontamente responderam: Não, aqui nessa tábua tem "não roubarás", e nós aqui gostamos do que fazemos aqui, blá blá blá... então os anjos foram para a Holanda e ofereceram, logo alguns holandeses responderam: Não queremos pois aqui tem, "não adulterarás", e aqui gostamos de praticar todo tipo de relação sexual exótica e o adultério, então os anjos foram ao vaticano e ofereceram lá às pessoas, que logo rejeitaram dizendo: Não queremos, aqui tem dizendo que não podemos fazer imagens de escultura, e aqui adoramos fazer imagens e a elas prestar homenagens, então os anjos, já sem nenhuma expectativa, foram lá e mostraram a Moisés, então ele como um bom judeu perguntou: Quanto custa? e os anjos responderam: "É de graça", logo Moisés disse: Beleza, quero 2.

Paz Agora: Contra o Fanatismo


Esta é uma batalha entre fanáticos, entre aqueles que acreditam que o fim, qualquer fim, justifica os meios e nós, os demais, que acreditam que a vida é um fim em si, não apenas um significado. É uma luta entre os que acham que a justiça - ou o que quer que se queira dizer com a palavra justiça - é mais importante do que a vida e aqueles para quem a vida tem prioridade sobre muitos outros valores, convicções ou crenças.

A crise atual no mundo - no Oriente Médio, em Israel e na Palestina - não diz respeito aos valores do Islã. Não diz respeito, de jeito algum, à mentalidade dos árabes, como querem alguns racistas. Diz respeito à luta antiga entre fanatismo e pragmatismo. Entre fanatismo e pluralismo. Entre fanatismo e tolerância. O 11 de setembro não tem a ver nem mesmo com a questão de se a América é boa ou má, se o capitalismo é ameaçador ou transparente, se a globalização deveria cessar ou não. Diz respeito, isto sim, à reivindicação típica dos fanáticos: se julgo algo mau, elimino-o, junto com seus vizinhos.

O fanatismo é mais antigo que o Islã, mais velho que o Cristianismo, que o Judaísmo, que qualquer estado, governo ou sistema político, que qualquer ideologia ou fé no mundo. O fanatismo é, infelizmente, um componente onipresente da natureza humana, um gene do mal, se quiserem chamá-lo dessa forma. Pessoas que explodem clínicas de aborto nos Estados Unidos, que queimam mesquitas e sinagogas aqui na Alemanha, diferem de Bin Laden apenas em escala, mas não na natureza de seus crimes.

É claro que o 11 de setembro gerou tristeza, raiva, incredulidade, surpresa, melancolia, desorientação e, sim, algumas respostas racistas - respostas racistas, anti-árabes e anti-muçulmanas, por todo lado. Quem teria imaginado que o século XX seria seguido imediatamente pelo século XI?

Minha própria infância em Jerusalém tornou-me um especialista em fanatismo comparado. Jerusalém da minha infância, lá pelos idos dos anos 1940, era cheia de profetas espontâneos, Redentores e Messias. Mesmo atualmente, cada um dos hierosolimitanos tem sua fórmula pessoal de salvação instantânea. Todos dizem que vieram a Jerusalém - e aqui cito uma frase famosa de uma velha canção - para construí-la e para serem construídos por ela. De fato, alguns deles e algumas delas, judeus, cristãos e muçulmanos, socialistas, anarquistas, reformadores do mundo, realmente vieram a Jerusalém não tanto para construí-la, para serem construídos por ela, mas antes para serem crucificados, ou para crucificar outros, ou ambas as coisas.

Há um transtorno mental reconhecido, uma doença mental designada ‘síndrome de Jerusalém’: as pessoas vão para Jerusalém, inalam o maravilhoso ar transparente da montanha e, em seguida, repentinamente, inflamam-se e põem fogo numa mesquita, numa igreja ou numa sinagoga. Ou, de outra forma, tiram as roupas, sobem numa pedra e começam a profetizar. Ninguém escuta, jamais. Mesmo hoje, na Jerusalém atual, toda fila de ônibus pode transformar-se num comício exaltado, com pessoas que não se conhecem discutindo sobre política, moralidade, estratégia, história, identidade, religião e as reais intenções de Deus. Os participantes de tais comícios, ao mesmo tempo em que discutem política e teologia, o bem e o mal, tentam, entretanto, abrir caminho, às cotoveladas, para chegar nos primeiros lugares da fila. Todo mundo grita, ninguém escuta, jamais. Exceto eu. Eu escuto, às vezes, é assim que ganho a vida.

Como lidar com pessoas que são, na realidade, bem mais que pontos de exclamação ambulantes? O fanatismo é, com freqüência, intimamente relacionado a uma atmosfera de desespero profundo. Num lugar em que as pessoas sintam que não há nada além de derrota, humilhação e indignidade, podem recorrer a várias formas de violência desesperada.

A única maneira de repelir o desespero é gerar e disseminar esperança - talvez não entre os fanáticos, mas entre os moderados. Os moderados existem, de fato - fora do mundo da CNN, cujas câmeras só podem mostrar os fanáticos que berram nas ruas, não os moderados silenciosos que estão roendo as unhas atrás de persianas fechadas enquanto os extremistas estão se amotinando nas praças. Se for gerada esperança, esses moderados aparecerão e marcarão sua presença. Defendo a idéia que apenas os moderados de cada sociedade são capazes de conter os fundamentalistas.

O Islã moderado é a única força que pode conter o Islã fanático. O nacionalismo moderado é o único poder capaz de frear o nacionalismo fanático, no Oriente Médio e em qualquer lugar. Mas é preciso que seja instaurada uma esperança concreta de condições melhores e da resolução dos problemas, para que os moderados saiam de seus refúgios e se imponham aos fanáticos. Só então a desesperança e o desespero podem recuar e o fanatismo ser contido.

Escrito Por:
Amos Oz, nascido Amos Klausner, (Jerusalém, 4 de Maio de 1939) é um escritor israelense e co-fundador do movimento pacifista Paz Agora (Shalom Akhshav).
Os seus pais fugiram em 1917 de Odessa para Vilnius e daí para a Palestina em 1933. Em 1954 Oz entrou para o Kibbutz Hulda e tomou então o seu nome actual. Durante o seu estudo de Literatura e Filosofia na Universidade Hebraica de Jerusalém entre 1960 e 1963 publicou seus primeiros contos curtos. Oz participou na Guerra dos Seis Dias e na Guerra do Yom-Kippur e fundou nos anos 1970, juntamente com outros, o movimento pacifista israelita Schalom Achschaw (Peace Now).
Fundador e principal representante do movimento israelense Paz Agora, é o escritor mais influente de seu país. Poucos autores escrevem com tanta compaixão e clareza sobre as agruras presentes e passadas de Israel. Em romances como Meu Michel (2002), Conhecer uma mulher (1992) ou Pantera no porão (1999) explora a persistência do amor durante a guerra.
Em 1991 foi eleito membro da Academia de Letras Hebraicas; Em 1992, recebeu o Prémio de Frankfurt pela Paz, e ganhou o Prémio Israel de Literatura, o mais prestigioso do país. Em 1998 (50º ano da Independência de Israel), recebeu o Prémio Femina em França e foi indicado para o Prémio Nobel de Literatura em 2002. Em 2004 recebeu o Prémio Internacional Catalunya, junto com o pacifista palestino Sari Nusseibeh, e também Prémio de Literatura do jornal alemão Die Welt, por "Uma História de Amor e Escuridão". Publicou cerca de duas dezenas de livros em hebraico, e mais de 450 artigos e ensaios em revistas e jornais de Israel e internacionais (muitos dos quais para o jornal do Partido Trabalhista "Davar" e, desde o encerramento deste na década de 1990, para o "Yediot Achronot"). Tem livros e artigos seus traduzidos por todo o mundo e quase toda a sua obra se encontra traduzida em português.
Em 2005, recebeu o prêmio Goethe, como escritor. Em 2007 recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias de letras.

O tom leve do livro, mesmo quando trata de temas polêmicos, pode ser exemplificado no conselho dado pela avó do escritor sobre as diferenças entre cristãos e judeus quanto à chegada do Messias. “Se o Messias vier e disser ‘oi, é muito bom revê-los’ os judeus vão ter que reconhecer seu engano. Se, de outro modo, o Messias chegar dizendo ‘muito prazer, é um prazer conhecê-los’, todo o mundo cristão terá que pedir desculpas aos judeus”.

A Escravidão moderna



“... Emancipate yourselves from mental slavery, none but ourselves can free our minds”
(Liberte-se da escravidão mental, ninguém além de nós pode libertar nossas mentes)


É com esse trecho, de uma música de Bob Marley (Redemption Song), que gostaría de começar minha explanação sobre o tema da festa de Pessach (Páscoa): LIBERDADE.

O que é liberdade? As perguntas são mais importantes que as respostas, porque através das indagações podemos refletir melhor. A liberdade, segundo Léon Tolstoi, é uma consequência, e não um fim. Consequência da conscientização das pessoas. Muitos estão aprisionados, embora achem que estão livres. A escravidão moderna não acontece através da força, mas através da mídia, dos valores impostos por ela e da necessidade de aceitação pela sociedade. Logo, a partir do momento que o indivíduo passa a expressar sua singularidade e agir conforme sua vontade, ao contrário do que a mídia manda, ele se torna um ser humano livre, e é isso que o Eterno quer para nós, essa é a mensagem principal de Pessach (Páscoa): que sejamos livres, que não nos deixemos influenciar por esses padrões ditados, que não sejamos alienados, pois a alienação torna as pessoas escravas.

Chag Pessach Sameach, Feliz Páscoa

Logo abaixo, a música que citei um trecho

http://www.youtube.com/watch?v=55s3T7VRQSc

O que significa "Acreditar em D'us?"

Por Manis Friedman

Até o ateu mais sincero concordará que uma primeira causa, um ser original, deve ter precedido o universo. Essa causa ou fonte original é aquilo que tanto humilhava Einstein, embora ele a descrevesse incorretamente como uma experiência religiosa. As questões da fé começam em como entendemos essa Primeira Causa, sua natureza, e seu relacionamento conosco e com o universo.

A declaração: “Eu creio que existe um D'us” não tem sentido. Fé não é a capacidade de imaginar aquilo que não existe. Fé é encontrar relevância naquilo que é transcendente. Acreditar em D'us, então, não significa que você é da opinião de que Ele existe, mas sim que você encontrou relevância Nele. Quando uma pessoa diz “Eu acredito em D’us, o que realmente quer dizer é “D'us é importante na minha vida.”

Ao disuctir nosso realcionamento com D'us, a pergunta que primeiro devemos fazer é: Quem se importa? De que maneira Ele é relevante?

Em consideração da existência da alma, podemos presumir que não temos de convencer as pessoas do Divino propósito da vida; podemos apenas levá-las a ao cumprimento de uma mitsvá...Para algumas pessoas, D'us é relevante porque elas estão preocupadas com as origens da existência. Para outras, D'us é relevante porque elas estão preocupadas com a outra vida, e fé é um pré-requisito para ir para o céu. Finalmente, para outras, D'us é relevante porque elas acreditam que a vida tem um propósito.

No Judaísmo, o interesse em D'us vem da convicção de que a vida tem significado. A questão recorrente na filosofia chassídica é: Por que uma alma é enviada ao mundo para sofrer num corpo físico durante 80, 90 anos? Sabemos que há um propósito, que D'us é o autor daquele propósito, e desejamos saber e entender isso.

O Judaísmo ensina que a mente é a capacidade da alma de detectar a lógica, o coração é a capacidade da alma de reagir negativamente ou positivamente. As respectivas funções da mente, coração e alma com frequência são confundidas.

Aquele que vive exclusivamente pelo coração, confia apenas naquilo que sente. Quem vive exclusivamente pela mente, confia apenas naquilo que faz sentido. Porém nenhum desses diz a verdade a você. A mente exige que a lógica seja confiada, o coração exige que as emoções sejam confiadas. Porém ambos podem estar enganados. Eles não revelam a verdade inerente. Para isso, nos voltamos para a alma, a neshamá. Porque a alma é parte do Divino – e isso é verdade, é a essência. Quando temos fé, quando encontramos relevância em D'us, estamos confiando naquele instinto na alma que nos diz que D'us é o propósito da vida.

Em termos pragmáticos, a mente, o coração e a alma devem cada qual cumprir sua função: quando sabemos tudo que pode ser sabido, quando chegamos à beira do conhecimento e a própria lógica nos diz que atingimos seus limites exteriores e ela não pode ir além desse ponto, aí entra a fé. Onde a mente não é mais adequada, a alma reage à verdade. Isso é fé.

As halachot são os detalhes; a Cabalá lê entre as linhas.Esta fé, essa reação da alma, é necessária no cumprimento daquela categoria de mitsvot conhecida como chukim, leis supra-racionais, leis que não se alinham com a razão.

Se alguém tem dificuldades com esses mandamentos em particular, isso é uma indicação de que eles podem estar confiando na mente e no coração às custas da própria capacidade de reagir à verdade – a expressão de sua alma. Quando um judeu cumpre uma mitsvá antes de tê-la intelectualizado totalmente, está permitindo que sua neshamá reaja à verdade.

Esta é uma habilidade que muitas vezes precisa ser cultivada. O sexto Rebe de Lubavitch, Rabi Yosef Yitschak Schneersohn (1880-1959), relata em suas memórias que quando criança, certa vez pediu ao pai que lhe explicasse por que seguimos um costume em particular de recitar Modê Ani ao acordar pela manhã. Em vez de dar a resposta, o pai do Rebe levou-o até um judeu idoso e simples, a quem perguntou: “Por que você diz Modê Ani dessa maneira em particular?”

Ao que o homem respondeu: “Porque foi assim que meu pai me ensinou a fazer.” O pai do Rebe poderia ter facilmente lhe dado o motivo racional para o costume, mas viu isso como uma chance de exercitar sua capacidade de responder com fé.

É por isso que em nossa abordagem para convidamos um judeu – até mesmo aquele que alega não acreditar – a cumprir uma mitsvá, antes de engajá-lo numa discussão sobre a fé. Porque em consideração da existência da alma, podemos presumir que não temos de convencer as pessoas do Divino propósito da vida. Temos apenas de levá-las a começar, e a cada mitsvá que cumprem, sua neshama se afirma cada vez mais, e as questões se tornam resolvidas por si mesmas. A título de analogia, se o instinto maternal de uma mulher parece estar ausente, você não discute a filosofia da maternidade com ela. Apenas coloca um bebê em seu colo e sua reação maternal vai emergir.

A relevância que encontramos Nele vai diferir de pessoa para pessoa. Como Ele é tudo, as pessoas sentirão D'us de todas as maneiras possíveis. Ele é o D'us de Avraham e Yitschac, da Benevolência e Poder. E também é verdade, como D'us diz, “Eu sou conhecido de acordo com os meus atos.” Alguns O conhecerão como um D'us que recompensa, outros como um D'us que castiga, que provê, que salva, que ilumina, que inspira, e assim por diante.

No princípio, D'us Se revelou como criador, mestre, rei – todos papéis muito impessoais. Na Halachá (lei da Torá) D'us revela Suas leis, mas não permite que Seus “sentimentos pessoais” apareçam. Mais tarde, na Cabalá, D'us Se torna vulnerável; Ele compartilha detalhes íntimos. Ele é humanizado num relacionamento de duas mãos. Portanto o halachista tem grande respeito pela sabedoria dos mandamentos, ao passo que o místico vê D'us como aceitando pessoalmente as mitsvot. Quando D'us diz: “Não corte árvores frutíferas”, se fôssemos sensíveis não apenas ouviríamos um mandamento, como veríamos algo sobre D'us. A Cabalá revela este algo. As halachot são os detalhes; a Cabalá lê entre as linhas.

A Cabalá nos dá uma perspectiva bastante diferente sobre o comportamento “antropomórfico” de D'us. Lembra-nos que a Torá vem para nos ensinar sobre D'us, e que expressões como “D'us falou”, “A mão de D'us”, a “ira de D'us” precisam ser consideradas sob a perspectiva da Torá ou de D'us. Não somos o ponto de referência para o comportamento de D'us; D'us deveria servir como uma referência para o nosso comportamento. Ele criou o mundo. Fala, mão, ira, inveja – estas são todas Suas criações, são todas direitos Divinos. Nossa fala, nossa ira, nossa inveja – estas são apenas metáforas para a coisa real, não o contrário. Quando lemos que “D'us ergue Sua mão” e abre o mar, precisamos medir nossa própria mão contra isso, Quando a erguemos, o que acontece? Nada. Aprendemos então que não somos tão poderosos quanto D'us. Quando lemos que D'us fica irado e castiga porque Ele criou um mundo com um propósito Divino, e aquele propósito é frustrado, deveríamos medir nossa própria ira contra isso. O que criamos? Nada. Não podemos, portanto, ficar furiosos e castigar como D'us faz.

Considerando a ira de D'us e outros atributos dessa maneira nos leva a um humilde reconhecimento. Somente quando nossa raiva ou inveja é uma expressão de indignação moral é que reflete as verdadeiras e Divinas qualidades. Somente então podemos exercitar essas expressões. Qualquer que seja a verdade que há em nós, é a extensão na qual incorporamos aquilo que Ele nos diz sobre Si Mesmo.

Curiosidades Judaicas



Gerais

1. “Abracadabra” vem do hebraico e significa “criarei ao falar“ (Evra Kedabra)?


2. Muito antes de Colombo (que talvez era judeu), o Talmud de Jerusalém (tratado de Avodá Zará) já declarava que “o mundo é redondo”?

3. De cada mil cientistas que há no mundo, dois, pelo menos, chamam-se Cohen?

4. D. Pedro II sabia ler e escrever (e possivelmente) falar hebraico (inclusive escrevia com letra de Rashi)? Ele também falava provençal (uma espécie de ladino francês) e publicou traduções de poemas litúrgicos nestes idiomas ?

5. A construção de um micvê casher é mais importante que a construção de uma sinagoga? Pode-se e deve-se vender uma sinagoga e até um sefer Torá para viabilizar a construção de um micvê?

6. De 1892 a 1896, o judeu alemão Otto Lilienthal fez mais de 2000 vôos tipo asa delta, muito antes dos irmãos Wright ou Santos Dumont (falecendo no último vôo...)?

7. O Mar Vermelho (que é azul) na Torá é chamado de Iam Suf (Mar de Juncos) o que em inglês foi traduzido como “Sea of Reeds” que depois de alguma forma virou Sea of Reds ou Red Sea?

8. No início, os muçulmanos, liderados por Maomé, rezavam voltando-se para Jerusalém. Depois, quando Maomé não conseguiu atrair os judeus para sua nova religião, mudou a direção para Meca, totalmente frustrado com a “teimosia” dos judeus?

9. Sigmund Freud era conhecido na sua cidade natal, Freiberg, como “Shloimele”, pois esse é o nome que seu pai, Yankl, lhe deu no seu Brit Milá?

10. Ensina o Talmud: Não existe um sonho sem algum absurdo. Não existe sonho sem interpretação. O sonho se concretiza para o bem ou para o mal de acordo com a interpretação dada. Um sonho é 1/60 de uma profecia.

11. O Petróleo como fonte de iluminação foi descoberto em 1853 por um judeu galitsianer da cidade de Boryslaw chamado Avraham Schreiner (1820 - 1900)?

Chassidut


12. 5772 marca
215 anos da edição do livro básico da Chassidut Chabad, O Tanya, que também é a base de muitas obras modernas de mussar (ética judaica), como o Michtav MeEliahu e Lev Eliahu?

13. Há dois séculos o primeiro Rebe de Chabad, Rabi Schneur Zalman de Liadi (também conhecido como Alter Rebe ou Admur Hazaken) revolucionou o pensamento judaico tanto no campo esotérico, com o
Tanya, como no âmbito da halachá, sendo conhecido como Harav ?

14. O sobrenome do Alter Rebe era
Baruchovitch (“filho de Baruch”)e não Schneersohn? Seus filhos eram chamados de Schneury e a partir de seus netos é que passaram a ser conhecidos como Schneersohn?

15. O Alter Rebe e o Baal Shem Tov (fundador da Chassidut) nasceram ambos no dia 18 (CHAI — [que dá] vida a) Elul?


16. O Baal Shem Tov nasceu no ano de 5458 (NaCHaT ou naches, satisfação, em hebraico) há 314 anos?

Histórias chassídicas


17. O Alter Rebe dizia: “As explicações profundas da Torá que escutávamos do Magid de Mezrich era para nós considerado como a Torá oral. Quando ele nos contava histórias, considerávamos como se fosse a Torá escrita. Há também uma outra comparação demonstrando a importância da história judaica: No Templo sagrado além de acender a Menorá todos os dias, era preciso também antes limpar os copinhos da Menorá. Somente após esta limpeza, acendiam-se as velas. As mitsvot e bons atos são comparados ao acender das velas, enquanto que as histórias judaicas, ao limpar dos copinhos. Uma história quando bem contada aquece o nosso coração, aquece o lar judaico.


18. O Rebe de Lubavitch anterior escreveu muitas histórias. Ele costumava dizer: “É preciso saber como contar uma história, dar a ela vida. E é preciso saber escutar uma história, como se estivesse vivenciando-a. Uma história de um Tsadik ou de um chassid deve ser contada com todos seus detalhes exatamente como aconteceram, sem acrescentar interpretações próprias. A alma do judaísmo e da Chassidut é transportada de geração para geração através das histórias”. Sobre Chanucá há um ditado chassídico que diz “Escute o que as velas estão nos contando”.

Torá


19. A divisão da Torá em capítulos não é de origem judaica? Foi feita por cristãos com intuito de "reinterpretar" certas passagens e durante os debates religiosos da Idade Média acabou tornando-se necessária para nós, suplantando o uso da divisão natural da Torá em Parashiot pequenas e grandes ?


20. As Tábuas da Lei nunca foram as Tábuas da Lei? Sim, leis da Torá existem muito mais do que dez, para ser mais preciso existem 613 Mandamentos: 248 deveres e 365 proibições. Em hebraico as Tábuas são chamadas de Luchót Habrit, ou seja, Tábuas do Pacto ou Aliança, e os ditos Dez Mandamentos são Asseret Hadibrót, ou seja, os Dez Pronunciamentos?

21. Moshe Rabeinu recebeu no monte Sinai, além das Luchot - Tábuas da Lei com os dez mandamentos e parte da Torá escrita em pergaminho (igual a que nós temos hoje nas sinagogas). A Torá oral, isto é, explicações e detalhes de tudo que estava escrito na Torá, ele recebeu de D’us oralmente (mais tarde parte dela foi escrita no Talmud).

Criação do mundo


22. D’us criou o mundo com Sua fala e que o idioma usado foi o Lashon Hakodesh (parecido com o Hebraico atual).


23. Os anjos foram criados no segundo dia da criação.

24. Adam (Adão) foi criado como uma pessoa com a idade de 20 anos.

25. A fruta proibida não era maça, mas sim figo. (Há, no Talmud, outras opiniões: uva ou então trigo. Uma quarta opinião: o Etrog).

26. Adam deu o nome (hebraico) para todas as espécies criadas.

27. Adam viveu 930 anos, e viveu até seus descendentes de Sexta Geração

Dilúvio


28. Antes do dilúvio era permitido aos homens comerem só frutas e verduras e somente após o dilúvio foi permitido comer carne.


29. A arca de Noé tinha o formato de uma caixa de sapatos gigante com teto e não de um “barco” com girafas e elefantes saindo pela janela (senão seria a “barca” e não a “arca” de Noé...)?

30. Durante o ano do dilúvio o Sol, a Lua e as estrelas ficaram inativos, portanto não houve dia, noite, verão ou inverno.

31. Na tevá de Nôach os animais conviveram em paz entre si, assim como ocorrerá após a vinda de Mashiach.

32. O homem que mais viveu na face da terra foi Metushelach (Matusalém). Ele viveu 969 anos e faleceu uma semana antes do dilúvio.

33. Nôach alcançou a décima geração de seus descendentes, vivendo na mesma época que Avraham durante 58 anos.

Patriarca Avraham


34. A mãe de Avraham chamava-se Amtalai filha de Cárnevo. Sara sua esposa era filha de seu irmão Haran, portanto sua sobrinha.


35. Hagar, que era ajudante da casa de Avraham, com quem Avraham se casou a pedido de sua esposa Sara e teve seu filho Yishmael, era a filha do rei Paró (Faraó) do Egito.

36. Terach, apesar de viver toda sua vida acreditando em estátuas, fez teshuvá no final de seus dias e faleceu como tsadik (um justo).

37. A primeira vez que consta a palavra Cohen (sacerdote) na Torá é na Parashá que refere-se a Shem, filho de Nôach, como sendo Cohen e por isso Avraham deu-lhe o dizimo de tudo que possuía.

38. Os anjos vieram visitar Avraham em Pêssach e exatamente um ano depois, em Pêssach, nasceu Yitschak.

39. Um anjo, quando enviado por D’us, pode efetuar somente uma missão. No entanto, o mesmo anjo que veio curar Avraham, Refael, veio também salvar Lot da destruição de Sedom. Porque curar e salvar alguém é considerado uma única missão.

40. Avaraham instituiu a reza da manhã, Shacharit, seu filho Yitschak, a reza da tarde, Minchá e seu neto Yaacov a reza da noite Arvit (ou Maariv). Isto está simbolizado na segunda letra de cada um de seus nomes: a letra bet (é a mesma que a letra vet) de Avraham é a primeira letra da palavra boker (manhã), tsadik de Yitschak, tzohoraim (tarde) e ain de Yaacov, erev (noite).

Patriarca Yitschak


41. Yitschak foi o único patriarca que nunca saiu de Israel. Pela sua santidade, por ter sido preparado para um sacrifício, ele não podia sair de Israel. Por isso Avaraham mandou seu ajudante Eliezer procurar-lhe uma esposa.


42. Em Mearat Hamachpelá estão enterrados quatro casais: Adam e Chava, Avraham e Sara, Yitschak e Rivka e Yaacov e Lea. Eliezer, o servo de Avraham, tinha uma filha e queria que Yitschak se casasse com ela.

43. Avraham teve no total oito filhos. Ele teve mais seis com Hagar, serva de Sara e mãe de Yishmael, que é chamada de Keturá.

44. Yishmael faleceu aos 137 anos, como Tsadik (justo), pois fez teshuvá (retornando ao bom caminho no final de seus dias).

45. Avraham, Yitschak e Yaacov viveram na mesma época durante 15 anos. Pois Avraham faleceu no ano 2123 e Yaacov nasceu em 2108.

46. Esav nasceu com muito pelo por isso era chamado de Esav (que significa pronto, como um adulto) e sua cor de cabelo era vermelha.

47. Quando Yitschak foi colocado no altar para ser sacrificado, os anjos viram, e começaram a chorar, suas lágrimas caíram sobre os olhos de Yitschak. Essas lágrimas tornaram-lhe cego mais tarde.

Patriarca Yaacov


48. Yaacov ao sair de sua casa a caminho da casa de Lavan, seu tio, ficou durante 14 anos estudando Torá na Yeshivá de (Shem e seu bisneto) Ever.


49. O fato do falecimento de Avraham ter sido relatado na Torá antes do nascimento de Yaacov, não constitui contradição, pois na Torá os acontecimentos não estão relatados necessariamente em ordem cronológica.

50. Yaccov ficou longe de seus pais durante vinte e dois anos. Vinte anos na casa de Lavan e dois no caminho de volta para casa. Yossef, seu filho, vendido pelos irmãos, ficou também afastado vinte e dois anos de Yaacov.

51. A Torá ensina como se deve festejar o casamento, com refeições festivas, durante sete dias.

52. Yissachar originalmente chamava-se Yissasschar, mas transferiu um shin para seu filho que chamava-se Yov e passou a se chamar Yashuv.

53. Léa após ter seis filhos rezou para que o próximo fosse uma filha para que Rachel completasse com seus dois filhos as doze tribos. O nome desta filha era Dina.

54. O ditado “As paredes tem ouvidos” aprendemos da parashá em que Yaacov chama Rachel e Léa para conversar no campo.

55. 100 vezes Lavan modificou acordos feitos com Yaacov.

56. Os 14 anos que Yaacov ficou estudando Torá não são considerados.

57. (Alguns) anjos recebem um nome diferente para cada missão que efetuam. Por isso o anjo não disse seu nome a Yaacov, pois não tinha nome fixo.

58. O sol nasceu mais cedo para curar Yaacov através de seus raios. As horas que o sol se pôs mais cedo na viagem de ida, foram compensadas por esta alvorada antecipada.

59. É desta Parashá que se origina a proibição de comer o nervo ciático de um animal, em lembrança da cura que Yaavov recebeu de Hashem.

60. Yaacov escondeu sua filha Dina dentro de um baú, para evitar que Esav se casasse com ela.

61. Linguagem de Esav: “Tenho muito (mais do que preciso)”.

62. Linguagem de Yaacov: “Tenho tudo (que necessito)”.

63. Shimon e Levi tinham 13 anos quando destruíram Shechem. Desta passagem, em que a Torá os chama de “Ish” (homens), aprendemos a idade do “Bar Mitsvá”.

ARTIGOS SOBRE A SINAGOGA EM PENEDO/AL _ RIO SÃO FRANCISCO

Sinagoga em Penedo

Ariadne Quintella*
Nem só de política e economia vive o homem – a cultura também é importante para que tenhamos uma visão do mundo e, assim, passemos a entender por que as coisas acontecem. Com essa idéia, a escritora Tânia Kaufman, mestra em Antropologia e História, começou a pesquisar, passo a passo, a presença judaica por nossa região. E foi assim que chegou à conclusão de que o Nordeste brasileiro é judaico, tanto nos hábitos, como nos costumes e na alimentação. Por sinal, 80% da migração de Portugal, no século XVI, foram de cristãos novos.

Não satisfeita continuou a busca histórico-documental, um trabalho até certo ponto também sentimental porque mexe com as próprias raízes da escritora, até descobrir, entre referências feitas por outros escritores e quatro engenhos pertencentes a judeus e criação de gado, que na terra nova os judeus se movimentavam numa diversidade de atividades econômicas. E, sendo um espaço religioso o catalisador da vida das comunidades, ali, em Penedo, Alagoas, funcionou uma sinagoga durante a ocupação flamenga.
Segundo Tânia Kaufman, é costume nas comunidades judaicas buscarem nos locais mais próximos um ponto para as principais celebrações religiosas e culturais do judaísmo. Também há referência à casa onde havia os "livros proibidos", o que é uma clara referência ao local onde se praticava o judaísmo.
À época, tal denúncia apontava a casa de um judeu chamado Samuel Israel que possivelmente era o rabino da sinagoga situada aos pés do Forte Maurício.
No relatório final, por ela entregue ao Instituto de Patrimônio Histórico, Artístico Nacional de Alagoas, a escritora afirma que há indícios suficientes para aprofundamento das investigações históricas e arqueológicas. Agora, ela aguarda a convocação oficial para identificação do local, juntamente com um grupo de rabinos, seguida da prospecção arqueológica, como ocorreu com a Sinagoga da Rua do Bom Jesus, no Recife.

Purim e o segredo do vinho

Por Jonathan Udren





Vemos no vinho uma alusão à possibilidade de crescimento e aperfeiçoamento ilimitados.

Ao abrir o Livro de Esther, entra-se num banquete de proporções reais, que dura 180 dias e inclui participantes de 127 províncias. Ricos e pobres, jovens e velhos, todos foram convidados ao festim real, os homens à festa do Rei Achashverosh e as mulheres à da Rainha Vashti.

Porém o nome para a festividade é peculiar – “mishteh”, mal traduzido significa festa de bebida. E quais eram as bebidas à disposição? Somente vinho! Em uma das muitas referências textuais ao vinho, o Livro de Esther registra: “O vinho real foi servido em abundância.” (Esther 1:7)

Os Sábios do Talmud fizeram uma pergunta sobre essa passagem: Como qualificamos o termo “abundância”? Eles responderam que cada convidado bebia vinho mais velho que ele próprio. (Meguilla 12 a)

O Maharal de Praga, um dos mais notáveis filósofos e cabalistas do Judaísmo, nos oferece uma fascinante reflexão sobre a declaração dos Rabinos:

Por que eles fizeram isso [servir a cada convidado vinho mais velho que ele]? Porque há uma conexão essencial entre o vinho e uma pessoa; o tempo todo em que a pessoa envelhece, seus pensamentos se tornam mais claros. O mesmo ocorre com o vinho; o vinho é singular no sentido em que se torna melhor…

Embora o comentário do Maharal possa ser entendido literalmente, ele também está sugerindo uma ideia profunda sobre a natureza do vinho. Tudo no mundo deteriora no decorrer do tempo, mas o vinho é singular porque se torna melhor. Essa qualidade notável sugere o propósito de D'us para toda a Criação.

O homem não deveria morrer; como um vinho bom, D'us pretendia que o homem melhorasse constantemente com a idade. Porém nossa tradição mística relata que quando Adam e Eva comeram da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, a morte entrou no mundo. O corpo físico que abriga a centelha do Divino tornou-se destinado a voltar para sua fonte: o próprio chão sobre o qual caminhamos. Mas houve uma pista que D'us nos deixou para ilustrar Seu desejo inicial, e esta é o vinho. O vinho desenvolve melhor textura e sabor com a idade. No vinho nós vemos uma alusão à possibilidade de crescimento e aperfeiçoamento ilimitados, que era a intenção no início da Criação.

Note que o Maharal compara o vinho aos pensamentos do homem e não ao próprio homem. Há um aspecto do ser humano que manteve seu estado puro após a queda do Éden; segundo o Maharal, é o nosso intelecto avançado. Esta é a centelha do Divino dentro de todos nós, e uma das qualidade unicas que define a nossa humanidade. Nosso intelecto não está enraizado no âmbito do físico, mas sim no espiritual; portanto, se não estivesse limitado às restrições do corpo, continuaria a se desenvolver infinitamente. É por isso que os pensamentos do homem, ou intelecto, e não o homem em si, são comparados ao vinho, uma metáfora para evolução infinita.

Ao examinar uma famosa declaração feita pelos Sábios do Talmud com a interpretação do Maharal, podemos entender outro aspecto oculto do vinho.
“Quando entra o vinho, segredos são revelados.” (Eruvin 65 a)

Vinho [em hebraico “yayin”] vem de um local escondido; portanto seu valor numérico é 70, o mesmo da palavra “segredo”[em hebraico, “sod].
(Hidushei Aggadah, Sanhedrin)

Para o Maharal, que desenvolveu uma abordagem numérica em seu estudo de toda a Tradição Oral e Escrita, os números contêm significado especial. Uma conexão numérica entre duas palavras em hebraico não é simplesmente uma conexão ao acaso; ilustra um vínculo conceitual profundo.

O principal não é amortecer nossos sentidos, mas sim sintonizá-los com a realidade oculta que normalmente está escondida dos nossos olhos…

No sistema do Maharal, múltiplos de 10 não mudam o caráter do número; portanto podemos entender o 70 como um sete grande. Mas, antes de entendermos o número sete, vamos falar sobre o número seis. No mundo físico tridimensional, tudo tem seis lados, como nos lados de um cubo’ o número seis se relaciona com os seis lados da existência física na qual vivemos. O sete, no entanto, é o ponto no centro do cubo; é o local oculto onde tudo no mundo físico tem sua fonte espiritual. É o ponto que representa unidade e a essência interior de toda a existência.

Agora podemos entender a declaração do Maharal de que o vinho vem do lugar de ocultação. O valor numérico da palavra para vinho aponta para a essência oculta, interior, da Criação. Também ilustra nossa tarefa designada no mundo, trazer o sete, o ideal fugidio, até o seis, a natureza física da existência. Este é o motivo pelo qual o vinho está presente em quase todo evento importante do ciclo de vida judaico, bem como em todo Shabat e toda festa. Nesses momentos importantes, o vinho é colocado no centro da mesa e nos lembra do nosso potencial oculto e infinito.

No final do Livro de Esther, Mordechai anuncia que os dias 14 e 15 do mês de Adar devem ser celebrados como “dias de moshteh e júbilo”. As celebrações devem, como a festa do Rei Achashverosh e da Rainha Vashti, incluir vinho. Mas ao contrário da festa real, Purim não é sobre beber para ficar bêbado. A ideia não é amortecer nossos sentidos, mas sintonizá-los com a realidade oculta que normalmente é escondida aos nossos olhos. Ao beber vinho em Purim, temos a capacidade de ver através dos seis lados do físico diretamente até o centro, até a essência absoluta de nós mesmos e as possibilidades ilimitadas que nos cercam. Quando entra o vinho, os segredos são realmente revelados.
(Baseado nos ensinamentos do Maharal de Praga)


fonte: chabad.org.br

IMPACT! Shir Lamaalot - שיר למעלות IMPACT!






Encontro Amigos da Torá


É com muita satisfação que noticiamos a todos vocês, o tema do encontro deste ano. “Máquina de tortura da Inquisição”. Sabemos que esta será a primeira amostra sobre a inquisição mais completa já acontecida nas Américas.
Faremos história ao trazer à tona esta página triste da história do povo judeu, onde uma verdadeira máquina de tortura e morte, foi montada, por quase trezentos anos e tinha por finalidade principal cometer atrocidades contra o povo judeu. Sabemos que não iremos agradar a algumas alas, como já está acontecendo...mas com muita coragem e determinação dedicaremos toda nossa energia para resgatar a história de nossos antepassados, retirando debaixo do tapete da história e fatos que por séculos foram escondidos e esquecidos...
Estamos produzindo uma peça teatral com atores profissionais sobre o inquérito e prisão de Branca Dias, além de muitos documentos e gravuras que retratam os crimes cometidos pela Igreja Católica por quase trezentos anos. Onde os paraibanos foram vítimas das atrocidades cometidas em nome da fé católica. Sofrendo a segunda maior perseguição ao judeus no Brasil, perdendo apenas para o Rio de Janeiro, onde nossos ancestrais foram enviados para autos de fé em Portugal.
Pedimos perdão àqueles que não gostaram desta iniciativa, mas mesmo assim resgataremos essa saga escrita com sangue, sangue judeu! Com Ousadia, determinação e um coração emocionado, falaremos ao povo paraibano e a todo o Mundo sobre a verdadeira identidade de nossa gente.
O evento será mais uma vez transmitido ao vivo pela internet, a exemplo do ano passado, onde fomos vistos por mais de 28 países de todos os continentes.
Após o evento, o figurino, as máquinas e os documentos serão guardados, para fazerem parte do futuro museu sobre a história dos marranos que será montado em nossa região.

Davi Bem Avrahan
Presidente.

VI Encontro Amigos da Torá a Inquisição e suas sinistras máquinas de tortura


Encenação acontece pela primeira vez no Brasil e será em Campina Grande (PB) no período de 18 a 21 de fevereiro

Pela primeira vez no Brasil haverá encenações de como aconteciam as sessões de tortura contra os judeus e que eram patrocinadas pela Igreja Medieval com o objetivo de fazê-los confessar, por exemplo, o absurdo da prática do canibalismo. As encenações serão mostradas durante o VI Encontro Amigos da Torá, que acontecerá entre os dias 18 a 21 de fevereiro de 2012, em Campina Grande (PB) dentro da programação municipal do Encontro da Nova Consciência, que atrai milhares de pessoas de todos os credos para cidade todos os anos.
Durante a Inquisição, quando foi montado o Tribunal do Santo Ofício, no século XVI, a tortura era feita com o uso de incríveis máquinas para provocar dores intensas e sofrimento físico como forma de punir hereges, judeus e feiticeiros, dentre outros..., sendo que a prática do judaísmo levou muita gente para ser queimada na fogueira. Os tribunais eram assim como os Poderes Judiciários de hoje, só que não ofereciam nenhuma opção ao réu, além de sofrimento e morte.
Essa escuridão cultural e conservadora da Igreja Católica na Idade Média será mostrada agora durante o VI Encontro Amigos da Torá e segundo o presidente da entidade, Davi Bem Avrahan, o objetivo é reproduzir as máquinas que produziram as atrocidades inimagináveis cometidas naquele período, bem como demonstrar a atuação do tribunal do Santo Ofício, o que resultou em milhares de mortes. No Brasil o povo paraibano foi o segundo mais massacrado e. Primeiro foram os residentes no Rio de Janeiro e em seguida os portugueses que viviam em Portugal e depois os Paraibanos ou residentes os na Paraíba, os fatos ocorreram desta forma, haja vista o Brasil era uma colônia portuguesa e aqui residiram muitos português e descendentes dos mesmos.
As máquinas eram usadas para comprimir o crânio do réu até forçá-lo a confessar o que fez e o que não fez, para dilacerar seios, esmagar joelhos, entre outras atrocidades. Para encenar o fato o Encontro Amigos da Torá vai montar uma estrutura com cenários, iluminação especial, atores profissionais, réplicas das máquinas e das masmorras numa das áreas do Museu de Arte Assis Chateaubriand (ao lado do Terminal de Integração) onde acontece o evento. As encenações vão acontecer nos dias 19, 20 e 21. Todo o material usado será posteriormente utilizado para a criação de um museu sobre a Inquisição, que será montado pela associação em Campina Grande.
Davi Ben Avrahan informa que além da encenação desse fato histórico, que vitimou muitos paraibanos e nordestinos em geral, o VI Encontro Amigos da Torá vai ter também muita música tradicional, apresentação do II festival de filmes judaicos, palestras e debates. Todo o evento será transmitido ao vivo pela internet e a expectativa é que mais de 28 países acompanhem o encontro, a exemplo do que aconteceu no ano passado. O endereço eletrônico é o seguinte:

http://www.amigosdatora.blogspot.com.

SERVIÇO:
Evento: VI Encontro Amigos da Torá
Onde: Campina Grande – Paraíba
Quando: 18 a 21 de fevereiro de 2012
Local: Museu de Artes Assis Chateaubriand – Centro - (ao lado do Terminal de Integração de ônibus)
Abertura: Dia 18, às 19h, com música e dança
Ao vivo pela internet: http://www.amigosdatora.blogspot.com

Davi Ben Avrahan: Presidente da Associação Amigos da Torá (83) 8750-7201

Shavuot 2011









Parashá de Nasso [animação]




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I've Got a Feeling (The Shabbat Song)


Judeu é...


Falso Judeu? [Davi Ben Avraham] Resposta* Parte 2


Falso Judeu? [Davi Ben Avraham] Resposta* Parte 1


Soy Judío - Aní Yehudí - Legendado Espanhol


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Lehitraot

Elhanan Glazer -Membro do Kenesset_ Jerusalém Israel. Presenteia o Presidente do Amigos da Torá, com um broche oficial do parlamento

Em viagem realizada aos Estados Unidos tive a honra de conhecer Elhanan Glazer, um deputado do parlamento israelense, num encontro judaico, ele que é um importante político na terra de Israel e como judeu e seu admirador pedi para me aproximar dele e depois de ser liberado pelo guarda costas, pude conversar com o mesmo e falar da importância do seu trabalho em aproximar os povos, diminuindo assim as intolerâncias. Gentilmente me honrou com um broche oficial do parlamento Israelense, onde está escrito כנסת (KENESSET), em hebraico, fato que me deixou muito feliz, pois poucos receberam naquele encontro este presente, que guardo com muito carinho.

ESPECIAL "SEMANA SANTA"!

Profa.Jane Bichmacher de Glasman, escritora

PAZcoa, PAZcomAMOR

Nada é por acaso. Nesta semana são comemoradas a Páscoa Judaica e a Cristã. Não é mera coincidência. Durante muito tempo, no início do Cristianismo, as festas bíblicas eram comemoradas na mesma data, segundo o calendário judaico que é lunissolar. A posterior distinção de calendários não impede que as datas das comemorações voltem a coincidir. A maioria das pessoas sabe que Pessach é a Páscoa Judaica, embora, na verdade, a Páscoa seja o Pessach Cristão. O nome Pessach deriva do hebraico passach que significa saltar, passar por cima; comemora a libertação dos judeus do cativeiro no Egito e é a celebração da liberdade, a história da mobilização do povo para a conquista da liberdade.

Para o povo judeu, recordar a saída da escravidão significa ultrapassar os limites que impedem a realização de seu pleno potencial. Em hebraico, Egito é Mitzraim, que significa estreitezas, limites, angústias, aflições. O “Egito” de uma pessoa pode ser seu egoísmo, desejos primitivos, vícios. Pessach é uma oportunidade de transcender as limitações e realizar o infinito potencial espiritual em cada aspecto da vida, ultrapassando as aflições que estreitam nossos caminhos.
A comemoração de Pessach não foi sempre a mesma. Mudou com o passar dos tempos, mas seu cerne é a liberdade. Originalmente, as comemorações de Pessach eram uma espécie de celebração da primavera, uma festa agrícola, à qual se juntaram as comemorações do Êxodo. “Observa o mês da primavera e guarde o Pessach do Senhor teu Deus, pois no mês da primavera o Senhor teu Deus te tirou do Egito à noite” (Deuteronômio 16:1). A festa de Pessach dura oito dias. Os dois primeiros e os dois são festas solenes; os intermediários são semifestas. Desde o século I, após a expulsão dos judeus da sua terra, a comemoração de Pessach passou a ser decisiva para que o povo não desaparecesse e continuasse a cultivar a tradição de Pessach como luta pela liberdade (o que justifica, por toda a sua carga simbólica, ter sido mantida pelos criptojudeus através dos séculos, por exemplo).

Em geral, associamos Pessach a uma ceia, assim se referindo ao Seder. Porém Seder significa ordem, em hebraico, relacionando-se à ritualística da noite, que compreende 14 itens a serem seguidos numa ordem específica, dentre os quais, o 10º corresponde à refeição propriamente dita. Embora o Seder de Pessach gire em torno de alimentos, eles têm um caráter mais simbólico que comestível. A principal bandeja que se coloca à mesa, a Keará, não é para ser consumida - sua função é pedagógica. Quando Rabi Gamaliel instituiu o Seder, ele estava preocupado em manter viva a esperança do povo, lembrando que isto foi feito no período da dominação romana.
O Seder é uma representação de um relato histórico, ao vivo, com um narrador, em geral o pai da família, o que se repete todos os anos em cada lar judeu, nas duas primeiras noites. E na vida moderna urbana, quando os horários e ocupações não combinam, o Seder representa um novo papel. Pelo menos durante uma semana de reunião, a família repensa grandes temas pelos quais vale a pena lutar, como liberdade e esperança. Na primeira noite do Seder, há sempre alguns convidados. É dever convidar aqueles que estão tristes, sós, sem família, para que possam celebrar junto a Festa da Liberdade.

A última Ceia de Jesus foi a celebração de um Seder de Pessach. No Catolicismo, dela são mantidos elementos em comum até hoje, desde objetos ritualísticos, com outros significados simbólicos e religiosos, presentes em toda missa. O pão, a hóstia, é a matzá também parte do ofertório. O cálice de vinho, sendo apenas um, vem dos quatro copos tomados durante o Seder e, no judaísmo, o cálice do Kidush (santificação). Lembremos que no terceiro copo de vinho, abrem-se as portas para entrar o profeta Elias, que segundo a tradição visita as casas judias na noite do Seder e que anunciará a vinda do Messias.

Deve-se deixar a porta entreaberta para facilitar a entrada do profeta Elias, mas sendo ele tão poderoso a porta fechada seria um problema? O costume tem também outra origem: infelizmente, eventos associados a Pessach, foram responsáveis pela morte de milhares de judeus. Marranos ou criptojudeus (cristãos novos, convertidos à força, que mantinham seu judaísmo em segredo) eram particularmente vigiados e presos em Pessach pela Inquisição, como hereges. A acusação de "assassinato ritual" levou ao massacre e expulsão de diversas comunidades européias: os judeus eram acusados de matarem criancinhas cristãs para fazer matzá com seu sangue (?!) - um absurdo para quem tenha alguma noção de Kashrut, leis dietéticas e de pureza judaicas, que proíbem terminantemente ingestão de sangue.

A porta ficava aberta porque as famílias judias queriam que os vizinhos cristãos pudessem ver a qualquer momento o que os judeus estavam fazendo. Essa calúnia passou à história com o nome de “assassínio ritual” ou libelo de sangue. Mas nem sempre se podia deixar a porta aberta, como nos tempos da Inquisição, quando o Pessach era celebrado na clandestinidade. Sem falar na acusação milenar de "judeus deicidas", assassinos de Jesus, e a malhação de Judas, prática tão conhecida no Brasil... Ou a super faxina anual de Pessach, que aliada a outras práticas judaicas de caráter higiênico (como banhos, trocas de roupas, cuidados com os mortos, doentes, etc.) pouparam judeus de morrer tanto quanto os demais, em epidemias como a Peste Negra- e que por isso, foram acusados de causá-las, determinando sua perseguição e massacre...

Embora nas últimas décadas a Igreja Católica venha se empenhando em reconhecer erros do passado e pedir perdão por eles, determinados preconceitos são muito difíceis de serem desarraigados da cultura popular. Em português, eles determinaram conotações vocabulares negativas e pejorativas, como judiar, judiaria, judiação, e a associação de judeu a usurário no anedotário. Como fato histórico, os judeus, originalmente pastores, agricultores, artesãos e profissionais liberais, foram forçados a se dedicar ao comércio devido a restrições a eles impostas na Idade Média, como possuir terras etc. Pessach, Passchah ou Páscoa, o essencial é que nós, da raça humana, aprendamos a nos libertar de nossos preconceitos, através do esclarecimento e da prática da tolerância e não discriminação. E que possamos caminhar, assim, para uma verdadeira...

PAZcoa, PAZcomAMOR!

Fonte: JORNAL ALEF (http://www.jornalalef.com.br/ESPECIAL_2803_Pessach.htm)

Programa de Assistência Neonatal Israelense Para o Combate da Mortalidade Infantil em Gana

Mais de 10.000 mães e seus bebês receberam cuidados neonatais em clínicas médicas israelenses construídas em Gana. Há oito anos o Dr. Yossi Baratz, Conselheiro de Saúde do Ministério Israelense de Relações Exteriores foi enviado em uma missão para Gana na África para avaliar a necessidade de ajuda médica israelense para a região.


Baratz voltou profundamente chocado com o estado precário dos hospitais em Gana e com a elevadíssima taxa de mortalidade infantil no país. Na cidade de Kumasi, a segunda maior cidade do país, um em cada quatro bebês morriam no parto ou logo após, em parte por causa da excessiva taxa de ocupação nos hospitais, que superava os 300 por cento.

Em 2007, Baratz em conjunto com a MASHAV, a Agência de Desenvolvimento Internacional de Israel em cooperação com a ‘Millennium Cities Initiative (Iniciativa das Cidades do Milênio) iniciou um projeto para cuidados neonatais na região de Kumasi em Gana. Desde então mais de 10.000 mães e bebês já receberam cuidados neonatais em clínicas israelenses que foram construídas na região.

"Os principais problemas foram a falta de recursos e de conhecimento médico" relatou Baratz. Além disso, explicou o embaixador de Gana em Israel, Henry-Hanson Hall que "muitas mulheres trabalham muito e duro em Gana e não têm um período de repouso após o parto, o que aumenta em muito o risco dessas mulheres adoecerem e, por sua vez seus bebês".


De acordo com Abenaa Akuamoa-Boateng que é representante da Millemium Cities Inititiative em Gana e na África Ocidental "a probabilidade do bebê sobreviver [à terapia intensiva] era apenas algo entre 40 a 50 por cento".

A MASHAV, junto com especialistas de várias universidades e hospitais israelenses foi convocada para preparar o Sistema Canguru, que enfoca não somente a mãe como também o recém-nascido. O Sistema Canguru enfatiza o contato constante pele-a-pele entre mãe e o bebê, bem como um período grande de amamentação de peito e um repouso prolongado para a mãe. Duas clínicas também foram construídas na periferia de Kumasi; a primeira em Kumasi Sul, perto das favelas e a segunda em Suntreso. A MASHAV levou médicos e enfermeiros do Gana para estudarem em Israel sobre sistemas de cuidados neonatais.

Hoje as novas clínicas operam de forma autônoma e a de Suntreso trata 450 bebês por mês. E até hoje as comunicações entre o Gana e Israel permanecem abertas e frequentemente pessoal médico israelense é enviado para prestar assistência.




O projeto Mashav foi fundado por Golda Meir.


"Pode-se ver que há um verdadeiro esforço conjunto entre os dois países" afirmou Hanson-Hall para a publicação ‘NoCamels’. "As clínicas neonatais são muito populares entre a população local. E foi constatado e confirmado que as atividades neonatais pró-ativas reduzem a mortalidade materna e garantem o nascimento de crianças saudáveis". Segundo Hanson-Hall o projeto neonatal da MASHAV é o exemplo de um projeto que tem um efeito multiplicador de longo prazo sobre a comunidade. "O projeto produziu uma consciência maior sobre a importância da assistência neonatal, com uma maior ênfase na saúde das mães, dos benefícios de períodos maiores de amamentação de peito, além de melhores diagnósticos, bom atendimento e uma melhor alimentação, além de uma melhor capacitação médica" ele explicou. "O governo de Gana anunciou que desenvolverá uma política para a construção de pelo menos mais 30 hospitais" ele acrescentou. Baratz também considera que este é um "programa piloto que poderá servir de exemplo para ser desenvolvido em outros lugares". Além de cuidados neonatais a MASHAV recentemente começou a trabalhar em projetos de tratamento de água para o abastecimento de água mais limpa para os hospitais da região.

Os neonazistas são bem mais que meia dúzia, afirma delegado


A recente identificação de 25 gangues de skinheads pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), em São Paulo, e a participação de movimentos de ultra direita no ato de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no último sábado (9), na Avenida Paulista, colocam em debate a presença, cada vez mais evidente, de grupos neonazistas no Brasil.


Mas há motivos reais para preocupação? Para o delegado Paulo César Jardim, da Primeira Delegacia de Policia de Porto Alegre, a resposta é sim, sobretudo, diante da possibilidade de conexão com outros tipos de criminosos. Responsável pelo comando do Grupo de Combate ao Movimento Neonazista da Polícia do Rio Grande do Sul, Jardim destaca que a quantidade de seguidores dos ideiais de Adolf Hitler é "bem maior do que a meia dúzia que as pessoas pensam".


Estilhaços da bomba lançada após Parada Gay de São Paulo em 2009. Atentado, que deixou 21 feridos, foi atribuído a jovens neonazistas (Foto: Marcelo Pereira/Terra)

Sem revelar pormenores, o delegado, que, no ano passado, alertou o senador Paulo Paim (PT-RS) sobre possível ataque, expressa preocupação particular em relação à proximidade com a Argentina, país escolhido por oficiais nazistas como refúgio após a Segunda Guerra Mundial.

Sobre o perfil dos integrantes desses grupos, Jardim afirma que, em geral, são jovens entre 17 e 30 anos, de classes sociais diversas, movidos pelo ódio a judeus, homossexuais e negros. Ele destaca ainda que há diferenças entre os movimentos neonazistas do Sul e os de São Paulo.

- De forma nazi mais pura, encontramos no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, vemos uma mescla. Há pessoas que se dizem neonazistas, mas são negras, mestiças. Estão meio confusas na ideologia. Mas em São Paulo, as tribos são muito maiores.

Judaísmo Anoussita: A anomalia do momento

Essa nova seita surgida após a divulgação da ascendência judaica dos sobrenomes sefaraditas. Estes, que se dizem, Bnei Anussim (filhos forçados), estão organizando- se com a finalidade de impor uma halachá (doutrina) própria. Onde, defendem a autenticidade anoussita, como verdadeiros e até mesmo únicos judeus “puro sangue”. O que se não fosse trágico seria pelo menos hilário, pois foge totalmente da razão e do entendimento da halachá judaica, e de qualquer tribunal rabínico. O fato é que só é judeu quem é nascido de mãe judia, ou passa pelo processo de conversão. Este fato é imutável, até que seja estabelecido o sanhedrin (conselho formado por: Sumo Sacerdote, Anciãos e os Mestres da Lei.) que ainda não existe, portanto, a halachá não poderá ser modificada, mas, mesmo que este conselho um dia seja estabelecido, dificilmente os Bnei Anussim serão aceitos sem que haja um processo de conversão.

Portanto senhores, muitos pequenos grupos Brasil a fora, e principalmente no nordeste, vivem a ilusão de um dia serem aceitos sem que seja preciso de algum tipo de processo de conversão, muitos desses grupos se autodenominam “judeus”, elegem “rabinos”, que não são judeus, adotam um estilo de judaísmo ortodoxo, de uma forma equivocada, já que a ortodoxia tem como premissa a conversão de descendentes de marranos.

Estes grupos tem causado grande confusão no meio laico, já que é difícil de identificá-los.

Minha sugestão é, que estas pessoas busquem a humildade e entendam que ser judeu é mais do que ser descendente de judeu, mesmo porque judaísmo não é como doença congênita, vejamos o caso de Jacó e Esaú: irmãos gêmeos, mas apenas um era considerado judeu! Portanto, o termo judeu causa polêmica até mesmo em Israel, onde diversos grupos se degladeiam em prol de sua definição. O fato é, ser judeu é como ser flamenguista: uma vez judeu, sempre judeu!!! E uma vez marranos, sempre marrano, a não ser que se convertam!!!

Judaísmo anoussita não passa de um desvio, uma anomalia, daqueles que andam na contra mão dos fatos e da realidade.

Acordem!!!!

Lehitraot

David Ben Avraham


Visão do Rabino Disraeli Zagury


Músicas Amigos da Torá

Em breve estaremos postando nosso repertório no youtube e compartilhando no blog.

Lehitraot

Purim 2011




















Krav Maga





O SURGIMENTO DE UM MEIO DE SE MANTER VIVO

Década de 1940: guerra, violência e morte. Era urgente o surgimento de um meio de se manter vivo. Os mais fortes, com um pouco de sorte, sobreviviam, os outros morriam. Fruto da necessidade básica de sobrevivência, o Krav Maga nasceu em meados dos anos 40 pelas mãos de Imi Lichtenfeld (Z"L) em Israel.

E foi a partir desta necessidade de lutar pela vida que um homem, Imi Lichtenfeld (Z"L), criou um método para sobreviver no meio de todo aquele horror. Percebeu que todas as técnicas de combates e lutas que existiam de nada valiam diante daquela realidade. E tendo como ferramenta apenas seu próprio corpo, como que iluminado, percebeu que esta "ferramenta" poderia ser muito poderosa; entendeu que seus movimentos naturais poderiam ser trabalhados para a defesa própria e combate e que os seus pontos fracos e sensíveis também o eram para seus inimigos e adversários, afinal, um corpo humano é um corpo humano. Com esta conclusão, que a nós parece óbvia, decidiu criar uma técnica corporal e espiritual que seria eficiente para qualquer um, independente de força ou preparo físico, idade ou sexo, defender sua vida com aquilo que possuía, sua mente e seu corpo.

Em meados de 1940, nasceu o Krav Maga pelas mãos de Imi Lichtenfeld (Z"L) em Israel, pouco antes de sua independência. Um caminho de vida para o homem dos novos tempos, que traz soluções para qualquer tipo de violência, seja ela armada ou desarmada e até mesmo contra ataques terroristas e situações com reféns. Como é possível? É possível pelo fato de seu princípio ser verdadeiro, inquestionável e incondicional, ele funciona para todos e em qualquer situação. Tendo como berço os movimentos de resistência de judeus da Europa durante a 2ª Guerra, se desenvolveu e amadureceu em Israel, sendo utilizado pelos grupos de defesa que ali existiam e, com a independência do Estado em 1948, tornou-se a filosofia de defesa adotada pelo Tzahal, serviço militar israelense, polícia e serviço secreto. No início era restrito apenas à elite militar, mas a partir de 1964 foi liberado o ensino aos militares em geral e à população civil dentro do Estado de Israel.

E foi neste momento que seu criador, com a preocupação de dar continuidade à sua obra transmitindo-a para o resto do mundo e para as próximas gerações, selecionou um pequeno grupo que seria treinado e preparado para este fim, do qual o Mestre Kobi é parte integrante. Em 1987, foi liberada a saída do Krav Maga para fora de Israel.

Vários países como EUA, Inglaterra e França solicitaram cursos que obtiveram grande sucesso e aceitação. Em 1990, o primeiro faixa preta saiu de Israel para difundir o Krav Maga; Mestre Kobi chega ao Brasil, como o único representante da arte na América do Sul.



A Arte

A concepção do Krav Maga revela um caminho que permite qualquer um exercer o direito à vida, mesmo no cenário violento que nos rodeia. É a única luta reconhecida mundialmente como arte de defesa pessoal e não como arte marcial.

Não há regras ou competições, pois sua técnica visa à legítima defesa em situações de perigo real. Com respostas simples, rápidas e objetivas para situações de violência do dia a dia, mostra ao cidadão comum como se defender, independentemente de condicionamento físico, idade ou sexo. Com origem militar, sua aplicação nas forças de segurança já foi
adotada por corporações do mundo inteiro por sua eficiência em combate.

A Técnica

Sua técnica visa impedir que o ataque atinja o alvo e ao mesmo tempo simplifica e aumenta a força dos movimentos do contra-ataque. Racionaliza matematicamente os movimentos de ataque e defesa, utilizando a transferência de peso e a força de explosão; potencializando a ação independentemente da força física.

Como a Física nos diz, força é igual à massa multiplicada pela aceleração. O golpe leva para o alvo o peso do corpo (aproximadamente 2
/3 do peso), que certamente é muito maior que a força muscular do membro de qualquer pessoa que está aplicando o golpe.

O movimento do golpe funciona como uma mola contida que é liberada: a velocidade não vai aumentando durante o percurso, ele já sai com velocidade máxima. É a força de explosão. Os golpes visam a atingir pontos sensíveis do corpo, o que iguala qualquer adversário, independentemente de sua força física.

O Auto-controle

O auto-controle é essencial em uma situação de agressão, tanto da mente quanto do corpo. Através do treinamento, o aluno
aprende a controlar seus seis sentidos (aguça os cinco sentidos e desenvolve o sexto, a capacidade de pressentir os movimentos antes de serem esboçados, percebendo o mundo à sua volta). Vários tipos de exercícios tornam o aluno capaz de controlar qualquer músculo do corpo. Se pensarmos no movimento como uma seqüência de fotos passando rapidamente de uma para outra, no Krav Maga desenvolvemos a percepção do movimento em sua primeira foto.
O movimento instintivo é exaustivamente trabalhado e essencial em situações de perigo, pois, além de ser muito rápido, independe do estado emocional: o cérebro ordena o movimento por reflexo.

Os Movimentos

Todos os movimentos do Krav Maga são montad
os sob a motricidade natural do corpo humano; e são muito simples, o que facilita a ativação de uma reação em situação de perigo e surpresa. Os movimentos são curtos e, por conseqüência, rápidos.






Graduação

No processo pedagógico do aprendizado do Krav Maga, utilizamos um sistema de graduação por cores de faixas e em cada graduação encontramos diferentes exercícios com níveis gradativos de dificuldade. Já os cursos para o ramo de segurança, não obedecem a este sistema; seguindo uma divisão em módulos, específicos para cada tipo de trabalho.

Em suma, é uma defesa pessoal simples, rápida e objetiva, acessível a qualquer pessoa.

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